Sobre motivação, comunicação e engajamento

contato • 30 de setembro de 2019
Já não é novidade que os desafios corporativos atuais deixaram de ser problemas simples ou apenas complicados e estão se tornando cada vez mais complexos e caóticos, ou seja, a relação entre uma ação e seu resultado direto está cada vez menos previsível. Vivemos em ambientes V.U.C.A - com alta volatilidade (volatility), incerteza (uncertainty), complexidade (complexity) e ambiguidade (ambiguity) – termo de origem militar para determinar situações ou condições, mas com total aplicabilidade para o ambiente corporativo moderno.

Frente a este cenário, CEOs, líderes de equipe e gestores de RH enfrentam uma luta diária na busca por engajamento, fidelização e melhores resultados de seus times, lidando com desafios internos comuns dentre a maioria das organizações, como: divergências ou falta de clareza de objetivos, verbas contingenciadas, segmentação entre os meios de comunicação, diferentes estados de motivação, dentre outros... 

Sendo assim, como lidar com este cenário? Como inspirar, motivar e preparar seus times para um ambiente competitivo tão acirrado quanto o que nos encontramos?

Daniel Pink em seu livro “Motivação 3.0”, nos apresenta uma linha de resposta baseada em três elementos fundamentais para alcançar um estado de motivação que viabilize melhores resultados, sendo eles:
  • Autonomia: A possibilidade de dirigir a própria tarefa, função, decisão.
  • Excelência: Busca (e possibilidade) de ser melhor naquilo que se faz
  • Propósito: Fazer em nome de algo maior, que dê sentido à ação.
Este modelo apresenta uma relação direta entre os formatos em que a sua organização provê meios para que seu profissional seja o “mestre” em algum tema, que estimule uma constante capacitação e especialização que o faça dominar seu campo de atuação (ou que pelo menos o faça sentir que está em constante evolução), partindo do princípio de que nunca é cedo ou tarde demais para aprender e o entendimento de que apenas uma educação continuada (lifelong learning) o manterão competitivo e preparado para uma entrega de excelência.

Então, se sabemos o que devemos estimular e temos a teoria para responder aos desafios anteriormente citados, por que é tão difícil botar em prática? Por que é tão crescente a busca por coaching externo, busca por novas metodologias, por que os níveis de rotatividade continuam altos em organizações que dependem de profissionais do conhecimento?

É possível que a resposta não esteja em novos frameworks ou algum canvas milagroso, mas sim em um olhar mais profundo para a forma como o ser humano aprende, como absorve conhecimento e o aplica, a forma como o ser humano se comunica e quais são os gatilhos que irão gerar o tão visado engajamento. E é sob este olhar, no sentido cognitivo e de comunicação que sugiro um estudo sobre os níveis neurológicos de aprendizado.

Esta visão, baseada no trabalho de Gregory Bateson e desenvolvida e estruturada por Robert Dilts, apresenta 6 diferentes camadas lógicas para a comunicação e absorção de conhecimento.

Uma organização que deseja um engajamento em todos os níveis, deve criar estratégias e, principalmente, estar consciente das diferentes tratativas que cada nível requer. Uma ação de endomarketing, por exemplo, não pode almejar uma comunicação a nível de crenças e valores se está se comunicando no nível de ambiente, assim como um líder não pode receber um feedback no nível de identidade e esperar que um retorno no nível de comportamento será efetivo, sempre considerando que a responsabilidade da comunicação é do emissor, ainda mais quando estamos falando de lideranças nas organizações.

Veja os exemplos abaixo de comunicação em diferentes níveis e tente visualizar cenas do dia-dia de seus times e identificar divergências:
  1. Aquele objeto em sua sala é perigoso. (ambiente – Onde, quando)
  2. Suas ações naquela reunião em particular foram perigosas. (comportamentos – O que)
  3. A sua falta de realizar julgamentos efetivos é perigosa. (Capacidade - Como)
  4. Suas crenças nisto são perigosas. (crenças e valores – por que)
  5. Você é uma pessoa perigosa. (Identidade – quem)
  6. Sua família é perigosa. (espiritual – A quem mais? A que sistema maior?)

Perceba que o “perigoso” é uma constante entre as 6 frases, porém cada uma delas está em um nível diferente de absorção do cérebro humano e ter consciência e inteligência ao lidar com cada um destes níveis pode ser um diferencial enorme em um contexto de liderança, avaliação de desempenho e engajamento. 

Se citamos anteriormente a importância do propósito, como sua organização está comunicando e se posicionando para atingir a este nível lógico de aprendizado? Como está posicionando suas ações de endomarketing para retirar crenças limitantes de suas equipes?

Estas discussões e estudos se tratam basilarmente em pessoas, porém são impulsionados por processos bem estruturados (programas de endomarketing, ciclos de capacitação, políticas meritocráticas etc.) e acelerados por tecnologias que viabilizam meios de disseminar as estratégias e obter informações preciosas em retorno. 

Cabe às lideranças de RH e demais áreas, buscar o que há de melhor para aplicar em seus ambientes específicos e tirar proveito das os benefícios oferecidos. Logicamente, cada organização está em um diferente estágio de maturidade digital e absorverá de forma distinta as vantagens obtidas através do correto uso da tecnologia. 

Temos muito ainda o que observar e aprender sobre este assunto, pois não existe "bala de prata" que traga a fórmula mágica com as respostas perfeitas. Comunicação Interna e Engajamento são disciplinas com muitas variáveis e com desafios específicos de empresa para empresa, por isso tanto se fala do poder de adaptação e capacidade de lidar com o novo como competências essenciais das novas lideranças. Cabe a este líder navegar entre as ações práticas e aplicáveis ao seu contexto e a capacidade de "mineração" de buzzwords que bombardeiam o mundo corporativo, filtrando o que realmente gera resultado, montando seu cinto de utilidades de modelos de gestão e técnicas de liderança. 

Como exemplo de aplicação de processos sobre tecnologias de ponta, a Solução Mérito, desenvolvida e ofertada pela Processor, permite a aplicação de uma estratégia considerando os diferentes níveis lógicos viabilizando estratégias de reforço de valores e propósito da organização, simplificando o acesso e evidenciando nossas necessidades de capacitações e de adquirir novas habilidades, valoriza a identidade e o sentimento de pertencimento, sendo um canal poderoso para inspirar, motivar e preparar os indivíduos, times e organizações em resultados consistentes e exponenciais.

E, por fim, no meio de todo este cenário, entenda que a boa e velha "liderança pelo exemplo" ainda é a ferramenta mais poderosa para gerar engajamento e inspirar equipes alinhadas a um propósito.

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